O filme Supergirl da DC pode não voar muito alto nas bilheterias





A temporada de filmes de verão está esquentando e o primeiro grande filme de quadrinhos de 2026 está quase chegando. Essa honra pertence a “Supergirl”, que vem da Warner Bros. e DC Studios e apresenta Milly Alcock (“House of the Dragon”) como Kara Zor-El, também conhecida como prima do Superman. Ela teve uma breve participação em “Superman”, de James Gunn, no ano passado, mas agora é hora de ela ocupar o centro do palco. Infelizmente, parece que esta adaptação da DC Comics não vai voar tão alto nas bilheterias.

No momento em que este livro foi escrito, “Supergirl” está de olho em uma estreia na faixa de US$ 47 a US$ 60 milhões quando chegar no próximo fim de semana, de acordo com a Box Office Theory. Isso é, reconhecidamente, o lado inferior das coisas para um filme de super-heróis. Isso poderia estar de acordo com “Shazam!” ($ 53,5 milhões de abertura/$ 366 milhões em todo o mundo). Isso parece favorável no papel, até levarmos em conta o orçamento de US$ 175 milhões do filme, o que não leva em consideração os custos de marketing.

Para contextualizar, “Superman”, de Gunn, estreou com US$ 125 milhões nos cinemas no verão passado, a caminho de US$ 618 milhões em todo o mundo. Isso ainda foi menos do que “Man of Steel” (US$ 668 milhões), que deu início ao confuso universo cinematográfico da DC que era o DC Extended Universe. Mas os tempos mudaram e os filmes de super-heróis não são mais apostas infalíveis nas bilheterias globais. (Até a Marvel Studios tem lutado ultimamente.) Como resultado, parece que “Supergirl” estará travando uma batalha difícil.

O filme é dirigido por Craig Gillespie (“Dumb Money”) e começa depois que um adversário inesperado e implacável ataca perto de casa, deixando Kara Zor-El (Alcock) relutantemente unindo forças com um companheiro improvável em uma jornada interestelar de vingança e justiça. O ex-astro de “Aquaman” Jason Momoa também se junta ao novo Universo DC como Lobo, um querido anti-herói/vilão dos quadrinhos da DC.

Supergirl vai precisar de muita ajuda para se tornar um sucesso

Parte do problema é que os filmes de super-heróis têm enfrentado dificuldades nas bilheterias internacionais ultimamente. Hollywood já não pode depender da China, várias guerras estão a afectar países em todo o mundo e a era pandémica remodelou enormemente o mercado teatral global. Nos dias pré-pandemia, um filme como “Homem-Formiga” poderia arrecadar US$ 57 milhões no mercado interno, mas acabar arrecadando quase US$ 520 milhões em todo o mundo, graças a uma participação descomunal no exterior. Geralmente não é mais esse o caso.

É mais provável que “Supergirl” siga um caminho semelhante a “Superman”, que ganhou cerca de 57% de seu dinheiro na América do Norte. Levando isso em conta, e a julgar pelas atuais projeções do fim de semana de estreia, este filme vai precisar de muita ajuda para se tornar um sucesso. Especificamente, serão necessárias críticas muito boas e um boca a boca estelar do público, especialmente se o filme cair no limite inferior das projeções.

Na verdade, uma estreia de US$ 47 milhões seria comparável à de “As Marvels”, que estreou com US$ 46 milhões e terminou com apenas US$ 206 milhões em todo o mundo, tornando-se o filme do Universo Cinematográfico Marvel de menor bilheteria de todos os tempos. Depois, há o desastre de bilheteria que foi “The Flash”, de 2023, que chegou a US$ 55 milhões e fracassou com menos de US$ 275 milhões em todo o mundo. Basicamente, se o público adotar uma abordagem de esperar para transmitir a última entrada no DCU, especialmente se o burburinho for fraco, as coisas podem piorar rapidamente.

A competição não ajudará em nada. “Supergirl” abrirá contra “Jackass: Best and Last”, o que não deve ser um grande problema. Mas “Minions & Monsters”, “Evil Dead Burn” e o live-action “Moana” estão chegando. Depois vem “A Odisséia”, de Christopher Nolan. Vai ser um trenó difícil.

“Supergirl” chega aos cinemas em 26 de junho de 2026.



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